O Bairro - Campo d'Ourique


Campo d'Ourique, a aldeia mais simpática de Lisboa:
Por iniciativa do engenheiro Ressano Garcia, o bairro de Campo de Ourique começa a delinear a sua estrutura urbana no ano de 1880. Planeado como um rectângulo regular, abriu-se um eixo orientador constituído pela Rua Ferreira Borges, definindo-se as outras artérias a partir dele. Estas ruas eram largas, de 15 metros e  formando quarteirões ortogonais.

Av. Ferreira Borges

Em finais do séc. XIX Campo de Ourique tinha já uma animada vida associativa, participando activamente em todos os movimentos conspirativos para derrubar a monarquia. São conhecidas reuniões de Carbonários nas pedreiras de Campo de Ourique desde 1890.
Também é sobejamente conhecida a intervenção de Campo de Ourique nos acontecimentos da implantação da República em 1910, documentada nos apontamentos de Machado Santos em A Revolução Portuguesa. Aqui se dispararam os primeiros tiros da revolução. Alguns testemunhos deste período estão devidamente assinalados em edifícios e ruas do bairro.
Estas tradições republicanas e reivindicativas do bairro consolidaram-se durante a I República, tendo as suas ruas servido de palco para greves, protestos, manifestações, movimentação de tropas revoltosas, etc. Deste período, a História guardou a chamada “Revolta da Batata” em 1914, contra a carestia de vida, o que acabou por constituir o primeiro desafio do movimento operário ao governo de Afonso Costa.

Aqui caiu a primeira bomba da Revolução
Outro facto importante para a história do movimento associativo no bairro foi a fundação da Sociedade Cooperativa A Padaria do Povo em 1903, para fornecimento regular de pão aos habitantes de Campo d'Ourique e aos vizinhos de Campolide. A esta fundação esteve também ligada a criação da Universidade Popular. Assim deparamos com mais uma característica de aldeia unida: a da solidariedade entre os seus habitantes.

No início do século XX, o bairro continuou a crescer com belos edifícios da «Belle Époque», a par com outros erigidos à pressa sob a designação de «gaioleiros». Os anos 20 conhecem também as primeiras manchas de pobreza em lugares como o Casal do Evaristo, Casal Ventoso, Monte Prado, Terramotos e Sete Moinhos.
Dentro de um número considerável de artistas que procuraram (e ainda procuram) estas paragens para fazerem delas o seu local de morada é inevitável falar de Fernando Pessoa que em 1920 veio para a
Rua Coelho da Rocha, ali vivendo até à data da sua morte em 1935. Mas além do poeta mais lisboeta que se conhece, outros ali ficaram, atraídos pelas qualidades do bairro. Escritores como Nuno Bragança, Luís de Sttau Monteiro, António José Saraiva, Fernando Assis Pacheco, e intelectuais como Bento de Jesus Caraça deram ao bairro a honra da sua presença em troca de viverem na aldeia mais simpática de Lisboa.
 Fonteescrito de Artur de Carvalho in blog"As partes do Todo" Março de 2009

Sítios de interesse: CO e circundantes
Casa-Museu Fernando Pessoa 
 Inaugurada em Novembro de 1993, a Casa Fernando Pessoa foi concebida pela Câmara Municipal de Lisboa como um centro cultural destinado a homenagear Fernando Pessoa e a sua memória na cidade onde viveu e no bairro onde passou os seus últimos quinze anos de vida, Campo de Ourique.



Possui um auditório, jardim, salas de exposição, objectos de arte, uma biblioteca exclusivamente dedicada à poesia, além de uma parte do espólio do poeta (objectos e mobiliário que pertenceram ao poeta e que são actualmente património municipal). A Casa Fernando Pessoa é um pequeno universo polivalente onde, nos seus três pisos principais, se realizam colóquios, sessões de leitura de poesia, encontros de escritores, espectáculos musicais e de teatro, conferências temáticas, cursos, exposições de artes plásticas, sessões de apresentação de livros, oficinas criativas para crianças, numa programação o mais possível diversificada.

Igreja do Santo Condestável
 A Igreja de Santo Condestável, localizada em Campo de Ourique, foi construida em 1951.
O projecto deve-se ao arquitecto Vasco de Morais Palmeiro. As suas linhas inspiram-se na fase final do gótico, e caracterizam-se por uma grande simplicidade de formas. Na frente existe um pórtico ladeado por duas torres e por cima o brasão de armas reais, tal como se usava na segunda dinastia.
Passando o gradeamento chega-se à porta principal da autoria do escultor Leopoldo de Almeida. De ambos os lados da porta principal vemos as imagens de Nossa Senhora do Carmo, à esquerda e a de S. Jorge, à direita.
A Igreja, com planta em forma de cruz latina, tem três naves, no fundo do transepto, de ambos os lados, estão vitrais da autoria de Almada Negreiros: à direita, representando a Anunciação e o Coração de Maria e, à esquerda, o Coração de Jesus e O Bom Pastor.

Amoreiras Shopping Center



O complexo edificado, inicial a que se dá o nome de Amoreiras, (nome do antigo bairro popular do mesmo nome) é constituído por 4 torres  destinados a  habitação, escritórios e serviços. Nas plantas inferiores ao nível do solo é onde se situa o Amoreiras Shopping. Este complexo foi construído na década de 80 do século passado. O projeto é da autoria  do arquitecto Tomás Taveira, tendo sido bastante polémica esta cosntrução, pelo impacto visual que causou e também na orgânica de uma zona tradicional de Lisboa. Atualmente é um dos locais de compras e serviços, por excelência, da cidade de Lisboa.  Este Shopping Center, o 1º  moderno e shoping, a coberto, de Lisboa, complementa o Bairro de Campo d'Ourique, como centro comercial ao ar livre. Aqui se podem encontrar: restaurantes, cinemas, supermercado, boutiques e muitas outras lojas. Quem está em Campo d'Ourique não pode deixar de visitar. Aconselha-se um passeio a pé pelo bairro, seguindo a Rua Ferreira Borges desemboca-se nesta zona que pela sua arquitetura não deixa ninguém indiferente. Logo se está no Amoreiras Shoping Center.


Jardim e Basílica da Estrela

É imprescindívil a visita tanto ao Jardim como à Basílica da Estrela. O espaço verde e de lazer do Jardim como o monumento nacional da Igreja são locais quase dentro do Bairro de Campo d'Ourique. Sendo locais de passagem das linhas de eletricos 25 e 28  e do Bus 709 (cujos terminais são em Campo d'Ourique), são bastantes visitados por turistas e desfrutados pelos habitantes lisboetas.

A Basílica da Estrela mandada construir pela rainha D. Maria I, (sec XVIII) de estilo neo-clássico e barroco representam a afirmação do movimento político, cultural e artístico que se opôs às importantes reformas do período anterior liderado pelo Marquês de Pombal, caraterizado pela maior concentração do poder central do Rei, em todos os setores e a perda de influência da Igreja. Assim este movimento (viradeira) ficou assinalado pela construção desta Igreja contra todos os canônes arísticos e culturais do período anterior.

Basílica da Estrela, vendo-se a sua cúpula central




Largo da Estrela: entrada da Igreja  e do outro lado a entrada do jardim.

A Basílica e o Jardim da Estrela
O Jardim da Estrela foi construído ao estilo dos jardins ingleses, de inspiração romântica. Possui 3,6 hectares.

Os trabalhos de construção tiveram início no ano de 1842, sendo interrompidos entre 1844 e 1850, devido à conturbada situação política, e reiniciados neste ano, sob orientação dos jardineiros Jean Bonnard e João Francisco. O jardim foi oficialmente inaugurado a 3 de Abril de 1852. Na segunda metade do século XIX, o Passeio da Estrela esteve na moda e na altura possuía elementos que já não existem, como estufas, quiosques e um pavilhão chinês. Nos anos 70 do século XIX, existia um leão na sua jaula que havia sido doado por Paiva Raposo, vulgarmente conhecido por Leão da Estrela, que estava instalada num pavilhão próximo da entrada da Avenida Pedro Álvares Cabral.
Aos fins-de-semana os patos e carpas do lago deliciam-se com o comer que algumas famílias levam, o jardim dispõe também de um café e de belíssimos canteiros. Um dos pontos centrais do jardim é o coreto  verde de ferro forjado, onde músicos tocam nos meses de Verão.

O passeio e Jardim
Coreto do Jardim da Estrela
O elétrico 28, em Campo d'Ourique. Paragem na Estrela.
Gastronomia, moda, arte e nem só!

Restaurantes: Possui o bairro de Campo d'Oourique alguns dos mais carismáticos restaurantes de Lisboa, sendo este bairro incontornável para quem deseja provar boa e variada gastronomia, fora dos habituais circuitos turísticos.  Coelho da Rocha, Tasca da Esquina, Solar do Duque, Verde Gaio, Sabores de Goa, O Magano, Stop do Bairro, O Canas, A Trempe, O Comilão, A Charcutaria e muitos outros restaurantes onde se pode apreciar desde a simples comida tradicional portuguesa até ao fast food moderno ou ainda sabores de outras geografias, fazem de Campo de Ourique um local procurado por todos os gostos e carteiras.
Vitor Sobral: chef gastronómico estabelecido em CO
Pastelarias e Padarias: O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo, nascido em Campo de Ourique já se internacionalizou esta especialidade com marca registada internacionalmente; pastealria Paloma onde se pode comer um dos melhores pastéis de nata da capital ( premiadoem 2012 com o 1º prémio),  a Padaria Poruguesa, um novo projeto que aqui nasceu com uma rápida expansão pela capital, temos ainda muitos outros locais onde poderá adquirir produtos gourmet ou biológicos, sendo facilmente encontrados em Campo de Ourique. As Lojas de tecidos, Ateliers de decoração e de arquitectura abundam nest pacífico mas comercial bairro de Lisboa.
A nova cadeia. Novo conceito de padaria e pastelaria
Uma das pastelarias mais antigas da capital.
A marca, internacionalizada,de um bolo
Não se pode deixar de provar, pretensioso ou não!
Jardim da Parada ou Teófilo Braga
O principal jardim de Campo de Ourique, o Jardim Teófilo Braga, situado no coração de Campo de Ourique, assim denominado em homenagem ao poeta, escritor e professor do mesmo nome, também é mais conhecido por Jardim da Parada, por ter sido o antigo terreiro da parada do quartel. Em 1920 foi aí colocada a estátua de Maria da Fonte, uma das populares heroínas portuguesas que a partir do Minho liderou uma revolução contra o governo de Costa Cabral no século XIX.
Jardim da Parada, coração do Bairro

Estátua de Maria da Fonte

Árvores centenárias no jardim da parada
As compras do dia-a-dia:
Mercado de Campo de Ourique: Situado no largo da Igreja do Santo Condestável, aqui se pode comprar diariamente os mais variados produtos frescos até artesanato estando integradas ainda um grande número de lojas que durante todo o dia prestam os mais varaidos serviços. Desde mandar reparar uma peça de vestuário, mandar fazer uma chave ou comprar uma refeição, aqui pode encontrar.
A entrada principal do mercado municipal de Campo d'Ourique

Banca de fruta no mercado de CO
Supermercados Pingo Doce
A marca Pingo-Doce na sua política de proximidade ao consumidor, está presente no bairro com 2 lojas, respetivamente nas ruas Ferreira Borges e Francisco Metrass. Tudo o que precisa no seu quotidiano fresco e com qualidade.

Supermercados Mini-Preço
Supermercados pertencentes ao grupo Dia, comércio discount, com bens económicos e básicos, excluem-se peixaria e talho.

Comércio tradicional
Por todo o bairro de Campo de Ourique está presente o comércio tradicional. Pequenas mercearias, snacks-bares, tascas, lojas de artesanato, floristas, loja de roupas, sapatarias, barbeiros, cabeleireiros, livrarias, lojas de decoração, etc. É fácil também encontar o artesão ou prestador de serviços tradicional como: Reparador de mobiliário, o sapateiro, a costureira, o barbeiro, a cabeleireira, o canalizador, o eletricista,etc. Aqui no bairro de Campo d'Ourique, a par das grandes marcas pode sempre encontrar o produto raro por ser feito artesanalmente ou à medida.


Lojas como estas ainda abundam no bairro.



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